Rede de atendimento a acidentes com animais venenosos tem 11 unidades no DF

O veneno para escorpião é uma alternativa bastante eficiente e barata para eliminar os escorpiões da sua residência e mantê-la segura.

E o uso desses produtos é necessário, pois esses animais peçonhentos são perigosos e se proliferam facilmente nas zonas urbanas, principalmente, nos jardins e nos depósitos de material de construção.

E nas casas com pets a aplicação desses venenos é ainda mais urgente, pois os escorpiões, por serem venenosos, podem prejudicar a saúde do seu animal ou até mesmo matá-lo

No entanto, é preciso ter cuidado com a utilização dessas substâncias, porque elas podem ser nocivas para o seu bichinho se forem mal aplicadas na sua residência.

Assim, continue no artigo para entender melhor como aplicar o veneno para escorpião de modo seguro . E desse modo, não colocar em risco a vida do seu animal de estimação. Confira agora!

De janeiro até 21 de agosto, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) registrou 2.180 acidentes com animais peçonhentos. Em 2022, durante todo o ano foram contabilizados 2.752 casos de picadas de serpente, aranha, escorpião, lagarta e outros.

A SES-DF está preparada para atender a população em casos de picadas desses animais. Onze hospitais da rede pública possuem soros antiveneno para serem aplicados em pacientes que apresentem estado moderado ou grave.

A rede privada de saúde não disponibiliza a medicação. Os hospitais particulares podem encaminhar os pacientes a uma unidade regional ou solicitar o contraveneno à rede pública.

“O número de acidentes com escorpião aumentou muito, e temos em Brasília um dos animais mais perigosos, que é o escorpião-amarelo, com uma picada mais severa. A possibilidade de gravidade é maior e requer mais cuidado no atendimento”, destaca a médica Andrea Amora, do Centro de Informação e Assistência Toxicológica do DF.

O que fazer?

A SES-DF destaca que o atendimento imediato é fundamental para a sobrevivência das vítimas e a redução de possíveis sequelas. “No caso de acidentes com um animal peçonhento, qualquer que seja o animal, a principal recomendação é lavar o local com água e sabão e procurar o atendimento médico nos hospitais da rede pública. Nas unidades de saúde, o paciente em caso grave poderá receber o soro antiveneno e a medicação sintomática para que o quadro clínico não evolua”, explica Amora.

Os casos podem ser classificados como leve, moderado e grave. Nesses dois últimos quadros clínicos, na maioria das vezes é necessário aplicar soro. A médica afirma que a medicação é a única capaz de neutralizar o veneno no organismo dos pacientes.

“As primeiras 48 horas, até no máximo 72 horas, são o tempo hábil para a aplicação do soro, para que a fração do veneno no organismo seja neutralizada. Após esse período, ele perde a efetividade e, com isso, os pacientes podem ter maiores alterações no quadro clínico, pois o veneno continuará agindo no corpo. Além disso, é preciso o uso racional do medicamento. Em muitos casos, a observação do quadro clínico é mais importante para se avaliar os sintomas”, ressalta a profissional.

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